Espaços Vetoriais: Axiomas e Exemplos
Universidade Federal do Pará
Definição — Espaço Vetorial
Seja \(V\) um conjunto com duas operações: adição (\(u+v\)) e multiplicação por escalar (\(cu\)). \(V\) é um espaço vetorial (real) se, para todo \(u,v,w\in V\) e escalares \(c,d\in\mathbb{R}\):
Definição — Espaço Vetorial (continuação)
Verificação do Axioma 8 (para \(A,B\in M_{2,2}\)): \((c+d)A = cA+dA\) segue diretamente de \((c+d)a_{ij} = ca_{ij}+da_{ij}\) em cada entrada.
Definição
\(P_n\) = conjunto dos polinômios de grau \(\le n\): \[p(x) = a_0+a_1x+a_2x^2+\cdots+a_nx^n, \qquad a_i\in\mathbb{R}\]
Considere \(V=\mathbb{R}^2\) com:
Pergunta: isso é um espaço vetorial?
Contraexemplo
Tome \(u=(1,1)\) e \(c=d=1\). Pelo Axioma 8, deveríamos ter \((c+d)u = cu+du\).
\[(c+d)u = 2u = 2(1,1) = (2\cdot1,\ 1) = (2,1)\]
\[cu+du = 1\cdot(1,1) + 1\cdot(1,1) = (1,1)+(1,1) = (2,2)\]
Como \((2,1)\neq(2,2)\), o Axioma 8 \((c+d)u=cu+du\) falha. Logo \(V\), com esta multiplicação por escalar, não é espaço vetorial.
Teorema
Seja \(V\) espaço vetorial, \(v\in V\) e \(c\) escalar. Então:
(a) Pelo Axioma 8: \(0v = (0+0)v = 0v+0v\). Somando \(-(0v)\) aos dois lados: \[0 = 0v+0v+(-(0v)) = 0v.\]
(c) Usando Axiomas 10 e 8: \[v+(-1)v = 1v+(-1)v = (1+(-1))v = 0v = 0\]
Logo \((-1)v\) é o oposto de \(v\), ou seja, \((-1)v=-v\).
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