Subespaços Vetoriais
Universidade Federal do Pará
Definição
Seja \(V\) espaço vetorial. Um subconjunto \(W\subseteq V\), \(W\neq\emptyset\), é um subespaço de \(V\) quando \(W\) é fechado sob as operações de \(V\):
Teorema — teste de subespaço
\(W\subseteq V\) é subespaço de \(V\) se, e somente se, valem as três condições:
Contraexemplo
Seja \(W=\{(x,y,1) : x,y\in\mathbb{R}\}\) — plano \(z=1\) em \(\mathbb{R}^3\), que não passa pela origem.
Logo \(W\) não é subespaço de \(\mathbb{R}^3\) — apesar de ser um plano “geometricamente bonito”.
Seja \(W=\{A\in M_{n,n} : A^T=A\}\subset M_{n,n}\).
\(\Rightarrow\) \(W\) é subespaço de \(M_{n,n}\).
Contraexemplo
Seja \(W=\{A\in M_{2,2} : A \text{ é invertível}\}\). Tome \[A=\begin{bmatrix}1&0\\0&1\end{bmatrix}, \qquad B=\begin{bmatrix}-1&0\\0&-1\end{bmatrix}\]
Ambas são invertíveis (\(\det A=1\neq0\), \(\det B=1\neq0\)), mas \[A+B=\begin{bmatrix}0&0\\0&0\end{bmatrix}\] que não é invertível (\(\det=0\)). Logo \(W\) não é fechado sob adição: não é subespaço.
Seja \(A\) matriz \(m\times n\) e \(N(A)=\{x\in\mathbb{R}^n : Ax=0\}\) (o núcleo, visto em AL04).
Teorema
\(N(A)\) é subespaço de \(\mathbb{R}^n\).
Verificação do teste:
Contraexemplo
Seja \(S=\{x\in\mathbb{R}^n : Ax=b\}\) com \(b\neq 0\).
Teorema
Se \(W_1,W_2\) são subespaços de \(V\), então \(W_1\cap W_2\) também é subespaço de \(V\).
Prova (teste de subespaço):
Contraexemplo
Em \(\mathbb{R}^2\): \(W_1=\{(x,0):x\in\mathbb{R}\}\) (eixo \(x\)) e \(W_2=\{(0,y):y\in\mathbb{R}\}\) (eixo \(y\)) — ambos subespaços.
Tome \(u=(1,0)\in W_1\subset W_1\cup W_2\) e \(v=(0,1)\in W_2\subset W_1\cup W_2\). Mas \[u+v = (1,1) \notin W_1\cup W_2\]
pois \((1,1)\) não está em nenhum dos eixos. Logo \(W_1\cup W_2\) não é fechada sob adição: não é subespaço.
UFPA - NDAE - PPCA